confissões de um bêbado iniciante
Em condições normais, eu não estaria aqui, dedicando alguns minutos da metade de uma tarde de trabalho para tecer comentários aleatórios sobre minha bela vida por aqui. Até porque a quantidade de trabalho não para de crescer e toda a irritação que eu passo com as pessoas incompetentes desse lugar me esvaem de toda e qualquer inspiração que eu pudesse ter pra escrever alguma coisa decente.
O problema é que eu não consigo trabalhar! Porque sabe aquelas pessoas idiotas que não sabem beber? Caí na farra ontem (sim, quarta-feira é pré fim de semana!) e acordei com o mundo girando ao meu redor. E não só o mundo, como o meu cérebro e o meu estômago também resolveram dar voltas em torno do próprio eixo e eu estou fazendo força pra segurar dentro do estômago as 5 folhas de rúcula que eu consegui comer no almoço.
E agora vem esse monte de gente querer me trazer trabalho e problemas federais e eu rezo por todo mundo, mentalizando suas cabeças explodindo. Aliás, minha cabeça parece que vai explodir. Assim que o cérebro parou de rodar, acho que começou a reter líquidos, inchou, dobrou de tamanho e começou a fazer pressão no crânio. E eu sinto que meu crânio vai rachar a qualquer momento, eu vou ter uma convulsão, vou cair no chão e vomitar sangue, rúcula e restos de morango da caipirinha de ontem.
Aliás, bem feito pra mim. Todo mundo sabe que eu odeio cerveja e fermentados afim. Só que ontem, depois de meio litro de vodka, meu nível de exigência já estava bem baixo e fui bebendo tudo o que me ofereciam. Quando me dei conta, estava com um copo de cerveja na mão, em uma rodinha de completos desconhecidos, brindando à noite, com bigodinho de espuma. Combinação explosiva.
Mas eu juro que nunca mais vou beber. (Até amanhã, claro, que já é sexta-feira e muitos eventos sociais me aguardam).

